segunda-feira, 16 de junho de 2008
Protesto Ciclistico em São Paulo (World Naked Bike Ride)
quarta-feira, 11 de junho de 2008
A imprudência e a falta de ciclovia é causa de morte no México
Outras nove pessoas ficaram feridas
Um ciclista morreu e outros nove ficaram feridos ao serem atingidos no domingo por um motorista bêbado durante um passeio ciclístico em Matamoros, no México, perto da fronteira com os Estados Unidos. O motorista, que foi identificado como Jesse Campos, 32 anos, jogou seu carro contra o grupo de ciclistas em uma rodovia. Um fotógrafo conseguiu registrar o exato momento em que o grupo de ciclistas foi atingido pelo carro desgovernado. Um deles, Alejandro Álvarez, 30 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. Os outros feridos, nove no total, foram levados a hospitais de Matamoros. A adoção de ciclovias tem sido uma das discussões mais freqüentes no México em termos de urbanismo. O acidente deverá provocar debates ainda mais intensos sobre o assunto.
Prioridade para ciclovias e transporte coletivo
A proposta, de autoria do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) já foi aprovada no Senado e agora está na Câmara. O projeto de lei obriga os municípios com mais de 20 mil habitantes a elaborar um plano de transporte urbano integrado, compatível com o plano diretor da cidade. O plano deverá priorizar os meios de transporte de propulsão humana sobre os motorizados e o transporte coletivo sobre o individual.
Os defensores da proposta argumentam que, desde pequeno, o município deve organizar seu trânsito e garantir uma forma de convivência pacífica entre os carros, os ônibus, o transporte não motorizado e o pedestre. Outros especialistas, no entanto, elogiam a idéia, mas fazem ressalvas ao texto e alertam para as dificuldades que os municípios terão para implementar as medidas, especialmente financeiras.
No programa, vamos ouvir representantes dos prefeitos, especialistas em trânsito e dois brasilienses que contam como fazem para driblar o trânsito da capital. Entre os convidados do programa estão:
* Deputado José Tóffano, do PV de São Paulo, relator do projeto na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara.
* Flávio Lamel, presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul.
* Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios.
* Lubomir Ficinski, que foi por duas vezes presidente do IPPUC - Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba.
* Horácio Augusto, consultor em engenharia de tráfego e transporte.
* Eldon Jung, presidente do Conselho da Organização Blumenauense pró-ciclovias.
Depoimentos:
* Gessy Soares, manicure, moradora de Brasília
* Lamartine Barreto Júnior, secretário parlamentar
O programa Trocando Idéias é apresentado por Selma Rosana, produzido por Poliani Castello Branco, com apoio de Lucélia Cristina e Lena Araújo. Edição e coordenação de Márcio Sardi
Como sintonizar a Rádio Câmara
A rádio Câmara FM faz a cobertura diária das atividades parlamentares. Plenário, comissões permanentes, comissões temporárias, CPI, reuniões de bancada e de lideranças, frentes parlamentares, missões externas e eventos culturais.
O material produzido por nossos repórteres está disponível na página www.radio.camara.gov.br - em texto e em áudio (Windows Media Player e MP3), e pode ser reproduzido gratuitamente por qualquer emissora que tenha interesse em divulgar o trabalho da Câmara dos Deputados, desde que citada a fonte:
- Em Brasília : FM 96,9 Mhz
- Via Satélite : A Rádio Câmara está com seu sinal disponível através do satélite BRASILSAT 1, polarização horizontal, freqüência de 1523 MHZ
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Ao trabalho? Vá de bike!
O Pra lá e pra cá aproveita a ocasião do Dia do Trabalho para perguntar: seu trajeto de todos os dias até o local de trabalho é feito de modo sustentável? O jornalista e cicloativista Leandro Valverdes, de 30 anos, conta um pouco de sua experiência como ciclista em São Paulo, explica por que a bicicleta é, além de mais sustentável, mais humana que o automóvel e ainda ressalta: para abandonar a dependência ao automóvel e começar a pedalar, ninguém precisa do preparo físico de um atleta.
Você pedala de fato vinte quilômetros por dia até chegar ao trabalho e outros vinte para voltar para casa?
Para ser mais exato, a média de cada trecho (de casa para o trabalho e vice-versa) é 18 km. Depende um pouco do caminho escolhido, mas na maior parte das vezes eu opto pelo caminho mais longo. Tal escolha só é possível, porque um ciclista sabe exatamente o tempo que levará entre um ponto da cidade e outro. E isso nenhum motorista paulistano consegue fazer! Sem pressa alguma e sem ser um atleta, mantém-se uma média de 17 km/h, que é semelhante senão superior à velocidade de um veículo motorizado na cidade. Eu procuro fazer meu trajeto por ruas dentro dos bairros, mesmo que o preço dessa escolha seja um número maior de ladeiras.
Como seus colegas de trabalho reagem a essa "aventura"?
A reação tende a ser uma mistura de incredulidade, admiração e curiosidade. Nos últimos tempos, com as sucessivas quebras de recordes de congestionamento em São Paulo – que, sem usar nenhuma dose de futurologia, serão batidos outras tantas vezes nos próximos meses –, eu tenho ouvido frases como “que inveja, você não fica parado neste trânsito”. Inveja em muitos casos injustificável, já que ao preço de talvez uns cinco tanques de combustível, eles poderiam comprar uma bicicleta e usá-la para ir ao serviço, nem que fosse uma vez por semana. Já há até um dia ideal para se fazer isso: o do rodízio de veículos. Mas aí surgem as desculpas. A principal delas fala da ausência de vestiários no local do trabalho. Contra esta, tenho pouco argumentos para responder. Afinal, o que fazer se no prédio onde trabalhamos há até um heliponto, mas não há um vestiário para quem optar por chegar de bicicleta?
O que levou você a vender seu carro, três anos atrás?
Fui quebrando aos poucos a dependência que todos temos em relação ao automóvel. Antes de vender, eu já vinha restringindo bastante o uso. Em 2004, ano eleitoral, houve uma piora sensível nos congestionamentos. E o lançamento do Bilhete Único também foi um impulso para eu deixar mais o carro em casa. Chegava a fazer mais de quatro baldeações no período de duas horas permitido, tentando chegar com a mesma rapidez e aos mesmos lugares que o carro me levava. Às vezes, conseguia até equiparar esse tempo do automóvel, mas geralmente não. Mas utilizar ônibus era certamente mais barato e menos estressante. Aos poucos, passei a utilizar também a bicicleta para ir a determinados lugares, conforme a distância, horário, condições do tempo, se havia lugar para estacionar a bicicleta...
O começo dessa nova rotina exigiu muito preparo físico, muita habilidade para pedalar com segurança?
Uma coisa importante a ser desmistificada é que quem usa bicicleta como meio de transporte não precisa ser atleta e, muito menos, não precisa ter uma bicicleta cara, “de corrida”, último modelo. (Veja, por exemplo, a visão completamente equivocada de um “ciclista urbano” contida neste infográfico.)
Claro que no caso de quem pedala diariamente 40 quilômetros e daí para cima, é necessário ter um certo preparo físico. Mas isso se ganha com o tempo, assim como a habilidade para pedalar com segurança. Quem se sentir inseguro no começo poderá sempre contar com a colaboração e boa vontade de ciclistas mais experientes. Quem quiser pode mandar uma mensagem para o email da Bicicletada e ver quantas pessoas se oferecerão para ajudar nas primeiras pedaladas, dando dicas de segurança e indicando caminhos.
Ao andar de bicicleta, você se relaciona com a cidade de um jeito diferente?
Com certeza, não só com a cidade, mas principalmente com seus habitantes. A bicicleta humaniza o trânsito, meio em que as relações entre as pessoas estão o mais “desumanizadas” possível. O ritmo é outro. O ciclieta avança “quarteirão por quarteirão”, como costumamos dizer. Um semáforo verde um pouco mais distante é um sinal para se parar de pedalar e aproveitar a inércia da bicicleta, e não pisar no acelerador, como qualquer motorista faria.
E essa diferença, de um ritmo lento e constante, em oposição ao "acelera-e-pára" dos automóveis, possibilita uma percepção muito mais rica em detalhes do caminho que se está fazendo. Sobra tempo para se observar as peculiaridades de cada bairro, rua e até dos moradores. Quem pode dizer que conhece, diariamente, uma pessoa no trânsito? Um ciclista pode. Não há um dia em que não recebo e retribuo pelo menos dez cumprimentos nas ruas. Toda a solidariedade que falta entre os motoristas tem de sobra entre quem usa bicicleta.
Arruda inaugura ciclovia em Samambaia
O governador José Roberto Arruda inaugurou, na manhã deste sábado, a ciclovia de Samambaia. Os moradores foram presenteados com 26 bicicletas sorteadas durante o evento e as crianças puderam se divertir no pula-pula.A pista, feita exclusivamente para a circulação de ciclistas, tem 7, 5 quilômetros e facilitará o acesso da população inclusive para o metrô. De acordo com o governador, o espaço será usado não só para o lazer da população, mas também pelos trabalhadores.Ele prometeu construir um bicicletário na estação do metrô da cidade para que as pessoas possam utilizar as bicicletas ao se deslocarem até o trabalho.Essa foi a 4ª ciclovia feita em Brasília. Ela faz parte do programa Pedala DF, que até 2010 pretende disponibilizar 600 quilômetros de ciclovia em todas as cidades do DF.
Ministro e secretário pedalam em Brasília para incentivar uso da bicicleta
Ministro e secretário pedalam em Brasília para incentivar uso da bicicleta
Para promover o uso da bicicleta e o programa desenvolvido pela Secretaria de Transportes do Rio de Janeiro destinado a este mesmo fim, o ministro das Cidades Marcio Fortes, o secretário de Mobilidade Urbana, Luiz Carlos Bueno e o secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes, deram um volta de bicicleta pelas avenidas da Esplanada dos Ministérios. O passeio durou mais de 15 minutos. A ação chamou a atenção dos pedestres, motoristas e passageiros que circulavam no centro político do país. O projeto "Rio-Estado da Bicicleta" apresentado pelo secretário de Transportes Julio Lopes ganhou apoio do ministro Marcio Fortes, que decidiu fazer o tour ciclístico. "A iniciativa do estado do Rio é maravilhosa. A construção dos sistemas cicloviários são iniciativas de natureza municipal, entretanto cabe ao Estado e ao Governo Federal estimular o uso de meios de transportes que priorizem o meio ambiente, a fluidez do trânsito nas grandes cidades e que, ao mesmo tempo, gerem benefícios à saúde da população, como é o caso da bicicleta. Nosso trabalho é conscientizar cada vez mais a população de que bicicleta não é um instrumento de lazer ou um presente desejado pelas crianças. Hoje em dia o trânsito, nas principais cidades, está tão caótico, que, dependendo da distância, é mais rápido ir de bicicleta do que de carro. É mais econômico ir de bicicleta do que de táxi", afirmou o ministro. Marcio Fortes destacou que, dentro do Programa Nacional de Mobilidade, o Ministério das Cidades tem o programa Bicicleta Brasil. Através dele, as prefeituras podem pleitear verbas para a construção de ciclovias e bicicletários públicos. O secretário de Transportes do Estado do Rio lembrou que Resende e Volta Redonda são dois municípios que já apresentaram um plano cicloviário completo ao ministério e já estão recebendo recursos para iniciar a construção de ciclovias e bicicletários. "Com o 'Rio-Estado da Bicicleta' queremos que os cidadãos adquiram o hábito de fazer a primeira viagem de bicicleta. Isto é, ir de bicicleta até a estação do trem, das barcas, do metrô e de lá seguirem para o destino final. Assim, a viagem fica mais rápida, mais econômica e agradável", destacou Julio Lopes.
Da Redação, Blog em 08/05/2008 - 16:36:08
Cabral anuncia, em Paris, bicicletas públicas para o Rio de Janeiro
Essa primeira etapa pretende fazer a ligação da estação das barcas, no Centro de Niterói, até o prédio da Universidade Federal Fluminense (UFF), no Bairro de São Domingos. O trajeto tem cerca de dois quilômetros.
Inspiração em projeto parisiense
Cabral se inspirou na experiência francesa, onde o programa público de ciclovias é conhecido como Velib. O governador está em Paris para atrair novos investimentos para o estado.
O programa público terá incentivos do governo para ser estendido para toda a Região Metropolitana e a Baixada Fluminense. Cabral tratou do assunto em audiência com o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë.
"O sistema é extraordinário. Não é poluente, estimula a saúde com a prática de exercícios físicos e é amigável ao bolso do mais pobre", disse Cabral, que deu uma volta na bicicleta pública parisiense ao redor do prédio da Prefeitura.
Segundo o governador, tanto o estado pode entrar na licitação junto com as prefeituras ou poderá participar como agente que vai estimular o uso das bicicletas como meio de transporte. "A idéia é integrar cada vez mais os modais de transportes", completou. O plano, de acordo com Cabral, é integrar as linhas de bicicletas às barcas, ao metrô e aos trens. Ele destacou que a iniciativa, além de boa para o bolso do trabalhador e para o meio ambiente, tende a melhorar o trânsito.
Especialista discorda de projeto
No entanto, para o engenheiro Fernando MacDowell, especialista em transportes, o projeto é uma temeridade. Segundo ele, a ação não tem como funcionar no Rio, pois a cidade não oferece segurança para os ciclistas. Além disso, a medida também não soluciona os problemas do trânsito carioca.
Mas Cabral explicou que, como prevenção contra roubos das bicicletas, elas serão equipadas com sistema de GPS, que é a localização via satélite. "Quem usa tem que se identificar. Mas teremos que estudar todos os meios que possam garantir maior segurança. Ouviremos os especialistas da área."
O secretário de Transportes, Júlio Lopes, integrante da comitiva do governador em Paris, disse que o estado usará dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a dragagem do Rio Sarapuí para retirar casas de área de risco e pôr no local uma ciclovia de integração com a Baixada Fluminense.
Em Paris, a empresa vendedora da licitação da prefeitura opera 20,5 mil bicicletas na cidade desde julho de 2007 para mais de mil destinos. O interessado usa cartões que, anualmente, custam 29 euros por pessoa.
Atualizado em 19/05/2008 - 19h54
terça-feira, 29 de abril de 2008
Pedagogia da Ciclovia

-Evite ruas movimentadas
- Colabore com a coexistência pacífica entre motorista e ciclistas.

-Mantenha uma linha reta ao passear e use sinais de mão ao virar ou mudar de faixa.
-Mantenha a bicicleta em condições de uso, verificando periodicamente as regulagens e lubrificações necessárias, nas partes mais sujeitas ao atrito.

- Jamais trafegue pela contramão, ao contrário que se pensa, os riscos de uma colisão são bem maiores.
-Torne-se visível, use roupas de cores que poderão ser percebidas.

- Obedeça aos sinais de tráfego
- Mantenha se à direita;

-Respeite também os pedestres
As regras de trânsito estabelecidas, devem ser acatadas pelo ciclista, uma vez que não exista uma legislação específica para uso de bicicletas.
FONTE: CALOI e Multitrânsito